
Falar de amor sempre nos remete a casos felizes, ao namoros que viram noivados, depois se tornam casamento, ou aos amores impossíveis que se tornam realidade, e por aí vai.
Sempre me vem na cabeça a imagem de um casal de idosos num romance calmo e bonito, e é nisso que eu acredito, apesar de nos dias de hoje isso ser fora de moda, mas hoje eu penso em ter alguém para dividir a carga da vida, os dias felizes, as frustrações, os sonhos, enfim tudo...alguém que me acompanhe, me apóie, possa e queira me amar.
Só que na prática, o amor não é bonito. Ele fere, machuca. Dá um trabalho para conquistar, para manter é outra novela...
A história de hoje não tem um final feliz, mas preciso dividir.
Amores e Amoras, foi tudo tão rápido que não sei explicar como aconteceu, quando me vi já estava perdidamente entregue, mesmo sabendo que não teria futuro eu me vi ali, planejando, sonhando, vivendo uma felicidade inventada que para mim foi muito real, e para os que nos cercavam também.
Do outro lado tem carinho e sentimento, mas tem também muito medo, falta coragem e atitude. É um misto de querer e desistir que confunde, e acima de tudo desrespeita, maltrata, faz sofrer.
Vivi dias me sentindo uma adolescente novamente, a cada telefonema, a cada torpedo, a cada encontro, o frio na barriga só aumentava, e isso me fez bem e como fez! Me senti amada pela primeira vez, era uma reciprocidade enorme, o cuidado comigo e com Analu fizeram eu me jogar de vez, apesar de tudo o que acontecia nos bastidores, nesses momentos eu estava plenamente feliz.
Nessa hora eu pensava como não pode dar certo? A companhia é agradável, o beijo e o toque são os melhores, o abraço é sincero, o sexo perfeito. É uma paixão tão forte que não dá para controlar, um minuto longe é muito tempo.
De repente, o tempo parecia estar contra nós, sempre algo acontecia para atrapalhar nossos momentos juntos, depois vieram as discussões normais de um início de relacionamento, porque tudo tem que ter seus ajustes, as pessoas tem opiniões diferentes e depois que acaba a paixão, o que vai restar é a amizade e o respeito, e o amor sempre se manterá vivo...
Mesmo com tanta turbulência, estávamos ali. Com um querer bem, uma saudade sem fim, quando menos esperávamos nos vimos novamente num romance. E nesse momento, lá vem de novo o medo e insegurança, vieram junto também os porquês, os mas e blá blá blá.
Foi aí que eu percebi que nada daquilo foi real, me senti enganada, boba, percebi que todas as coisas que eu fiz foram insuficientes para ter aquele amor, que apesar de todos os meus esforços, nada era o bastante. Até quando estava tudo bem, surgiam motivos para nos afastar.
Todos sabem que numa relação amorosa, sempre quem se doa mais, é quem sai mais ferido. Estou em pedaços mais uma vez, e isso tudo por ter um coração bobo e ingênuo , que ainda acredita no ser humano, no amor, numa vida sem mentiras.
Seria isso tudo culpa carência? Não, carência nos faz ir ao shopping fazer compras, beber com amigos, comer todos os chocolates do mundo, dá espaço para um vazio gigante dentro de nós, que não sabemos como preencher. Remete ao medo da solidão, e isso nos deixa pra baixo, com vontade de ter alguém ao lado.
A culpa foi do medo de ser feliz, do medo de enfrentar as pessoas contra nós dois, medo esse que não vai beneficiar ninguém, pelo contrário, só faz sofrer.
Eu te quis muito comigo, o sentimento ainda não morreu, mas um gostar desse não me serve, eu quero, posso e mereço muito mais. Talvez um dia você possa entender o quanto errou comigo agora, e se arrependa dos momentos não vividos comigo, que sem dúvida seriam ótimos.
E como sempre eu digo, tenho tanto amor para dar que não cabe dentro de mim, espero viver um grande e verdadeiro amor, hoje estou aqui com mais uma lição: “Quem tem amor na vida, tem sorte.”
O coração tá pulsando, lento e machucado, em breve estará recuperado, queridos! Apaixonem-se todos os dias por vocês mesmos, e quando aparece um alguém especial não se doe por inteiro, a volta sempre causa estragos.

